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Financeiro

Guia SP/SADT: para que serve e como preencher campo a campo

Quando usar a guia SP/SADT e não a de consulta, o que vai em cada campo pela legenda oficial da ANS, como ligar anexos e os erros que mais geram glosa.

A guia SP/SADT (Serviço Profissional / Serviço Auxiliar de Diagnóstico e Terapia) é a guia do Padrão TISS usada para pedir autorização e cobrar da operadora exames, terapias, pequenos procedimentos e consultas com procedimento feitos em paciente não internado. Ela também serve para serviços feitos em paciente internado quando quem executa é um serviço terceirizado. A diferença para a guia de consulta é simples: a guia de consulta é só para consulta eletiva, sem nenhum procedimento; se houve exame, terapia ou procedimento, a cobrança vai na SP/SADT. A guia tem quatro blocos (quem pediu, o que foi pedido, quem fez e o que foi feito) e fecha com os totais por tipo de despesa. Os campos e as regras de preenchimento estão na legenda oficial da ANS, que resumimos abaixo.

Para que serve, segundo o padrão

O Componente Organizacional do Padrão TISS lista os usos da guia SP/SADT:

  • pedir autorização de consultas com ou sem procedimento e de itens assistenciais;
  • pedir autorização de procedimentos em paciente não internado;
  • pedir autorização de procedimentos em paciente internado, quando feitos por serviço terceirizado;
  • cobrar consultas com ou sem procedimento e despesas;
  • cobrar serviços profissionais, exames e procedimentos em paciente não internado, ou em internado quando feitos por serviço terceirizado.

Guia de consulta ou SP/SADT?

SituaçãoGuia
Consulta eletiva, sem nenhum procedimentoGuia de consulta
Consulta com procedimento no mesmo atendimentoSP/SADT
Exames de diagnóstico (laboratório, imagem, métodos gráficos)SP/SADT
Terapias (fisioterapia, fonoaudiologia, psicoterapia, entre outras cobertas pelo contrato)SP/SADT
Pequena cirurgia ambulatorialSP/SADT
Material, medicamento, taxa ou OPME usados no atendimentoSP/SADT com anexo de outras despesas

O padrão permite cobrar consulta na SP/SADT, e o manual de cada operadora diz qual guia ela espera para consulta. Os detalhes da guia de consulta estão em Guia TISS.

Campo a campo

A numeração abaixo é a da legenda oficial do Componente de Conteúdo e Estrutura (versão 202511). No XML, os mesmos dados aparecem com nomes de elemento; no formulário de contingência, com estes números.

Cabeçalho e autorização

NºCampoPreenchimento
1Registro ANS da operadoraObrigatório (6 dígitos)
2Número da guia no prestadorObrigatório (até 20 caracteres)
3Número da guia principalQuando se trata de solicitação de SADT em paciente internado ou de cobrança de honorário em separado em procedimento ambulatorial
4Data da autorizaçãoQuando houve autorização da operadora
5SenhaQuando a autorização gerou senha
6Validade da senhaQuando a senha tem prazo
7Número da guia atribuído pela operadoraQuando a operadora dá outro número à guia

Beneficiário

NºCampoPreenchimento
8Número da carteiraObrigatório
9Validade da carteiraSó na contingência em papel, em caso específico de autorização
10NomeObrigatório
89Nome socialQuando o paciente pede
12Atendimento a recém-natoObrigatório: "S" se o atendimento é do recém-nato no plano do responsável, "N" nos demais

Solicitante e solicitação

NºCampoPreenchimento
13Código do contratado solicitante na operadoraObrigatório. Se o solicitante não informar, o executante preenche 99999999999999, a menos que solicitante e executante sejam o mesmo
14Nome do contratado solicitanteObrigatório
15Nome do profissional solicitanteQuando o contratado é pessoa jurídica
16 a 19Conselho, número, UF e CBO do solicitanteObrigatórios, pelas tabelas de domínio 26, 59 e 24
21Caráter do atendimentoObrigatório, tabela de domínio 23 (eletivo ou urgência e emergência)
22Data da solicitaçãoQuando há autorização
23Indicação clínicaObrigatória para pequena cirurgia, terapia, alta complexidade e procedimentos com diretriz de utilização (até 500 caracteres)
90Cobertura especialOpcional, em casos específicos de cobertura
24 a 28Tabela, código, descrição, quantidade solicitada e autorizadaObrigatórios para cada item pedido

Executante e atendimento

NºCampoPreenchimento
29Código do contratado executante na operadoraObrigatório
30Nome do contratado executanteObrigatório
31CNESObrigatório. Sem CNES, 9999999
32Tipo de atendimentoObrigatório, tabela de domínio 50
33Indicação de acidenteObrigatório, tabela de domínio 36
34Tipo de consultaQuando o tipo de atendimento é consulta, tabela de domínio 52
35Motivo de encerramentoEm caso de óbito
91Regime de atendimentoObrigatório, tabela de domínio 76
92Saúde ocupacionalOpcional, para atendimentos de saúde ocupacional

Procedimentos realizados (uma linha por item)

NºCampoPreenchimento
36Data de realizaçãoSempre que houver procedimento realizado
37 e 38Hora inicial e finalQuando o atendimento é de urgência ou emergência
39TabelaTabela de referência do código (22 para procedimentos)
40Código do procedimentoAté 10 caracteres
41DescriçãoAté 150 caracteres
42QuantidadeQuantidade realizada
43 e 44Via de acesso e técnicaQuando o procedimento é cirúrgico
45Fator de redução ou acréscimo1,00 quando não há redução nem acréscimo
46Valor unitárioZero se o contrato não permite definir antes
47Valor totalQuantidade × valor unitário × fator

Equipe (honorários profissionais)

NºCampoPreenchimento
48Sequencial de referênciaNa contingência em papel, a linha do procedimento a que o profissional se refere
49Grau de participaçãoQuando há honorários e o procedimento é feito por equipe, tabela de domínio 35
50Código na operadora ou CPF do profissionalQuando há honorários profissionais
51 a 55Nome, conselho, número, UF e CBO do executanteQuando há honorários profissionais

Procedimentos em série, observação e totais

NºCampoPreenchimento
56 e 57Datas e assinaturas de procedimentos em sérieQuando são procedimentos seriados, como sessões
58Observação ou justificativaOpcional, até 500 caracteres
59 a 64Totais de procedimentos, taxas e aluguéis, materiais, OPME, medicamentos e gases medicinaisCada um quando houver aquele tipo de cobrança
65Total geralObrigatório
66 a 68Assinaturas do responsável pela autorização, do beneficiário e do contratadoNo formulário em papel

Como ligar a SP/SADT a outras guias

  • Materiais, medicamentos, taxas, aluguéis, gases e OPME usados no atendimento vão no anexo de outras despesas, que não tem número próprio: no campo "Número da guia referenciada", ele leva o número da SP/SADT. Os códigos das tabelas TUSS 18, 19 e 20 entram aí, não na guia de consulta.
  • Honorários cobrados diretamente por outros profissionais (anestesista, auxiliar) que participaram dos procedimentos vão em outra SP/SADT, que informa o número da SP/SADT original no campo 3, "Número da guia principal".
  • Pedidos de OPME, quimioterapia e radioterapia vão nos anexos próprios, que referenciam a SP/SADT.

E uma regra que vale para o envio: cada lote tem no máximo 100 guias, todas do mesmo tipo. Guias SP/SADT vão num lote, guias de consulta em outro.

Erros que mais geram glosa na SP/SADT

  1. Indicação clínica em branco em pequena cirurgia, terapia, alta complexidade ou procedimento com diretriz de utilização.
  2. Senha ou data de autorização faltando em procedimento que o contrato exige autorizar, ou senha vencida.
  3. Quantidade realizada maior que a autorizada sem nova autorização.
  4. Código TUSS ou tabela errados. Material no lugar de procedimento, código encerrado, variação errada (unilateral e bilateral). Veja Tabela TUSS.
  5. Total que não fecha. O valor total de cada linha tem que ser quantidade × valor unitário × fator, e o total geral tem que somar os subtotais.
  6. Material e medicamento sem anexo. Itens das tabelas 18, 19 e 20 cobrados fora do anexo de outras despesas.
  7. Solicitante e executante confundidos. O solicitante é quem pediu o exame; o executante é quem fez. Em clínica que pede e executa, os dois podem ser a própria clínica, mas cada bloco tem o seu profissional.
  8. Sessões sem registro de série. Em terapias com várias sessões, cada data precisa estar registrada conforme o manual da operadora.

O que fazer quando a glosa chega está em Glosa médica.

Perguntas frequentes

A operadora pode exigir o CID na SP/SADT?

Não. O Componente Organizacional do Padrão TISS veda, por decisão judicial, que a operadora exija o preenchimento do CID nas guias TISS. A indicação clínica (campo 23) é texto do profissional, não o código CID.

O paciente precisa levar o pedido do exame?

O padrão determina que o prestador solicitante entregue ao paciente a solicitação de exames, terapias ou internação, mesmo quando o pedido já foi enviado eletronicamente à operadora.

Posso cobrar consulta e procedimento na mesma guia?

Sim, na SP/SADT. A guia de consulta não aceita procedimento.

Qual o prazo para enviar a SP/SADT?

O prazo de apresentação da conta está no contrato com cada operadora. Veja o ciclo completo em Faturamento de convênios.

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