Voltar ao blog
WhatsApp

WhatsApp da clínica no celular pessoal: riscos e como sair

Quando o WhatsApp da clínica mora no celular de alguém da equipe, os dados dos pacientes vão junto. Veja os riscos e um plano de saída em seis etapas.

Manter o WhatsApp da clínica no celular pessoal de alguém da equipe coloca conversas e dados de pacientes num aparelho que a clínica não controla. Os riscos principais são perder o histórico quando a pessoa sai, não saber quem acessou o quê e misturar vida pessoal com atendimento. A saída é levar o número para um canal da clínica, com transição planejada.

Quase sempre essa situação nasceu de boa vontade. A recepcionista ofereceu o próprio número quando a clínica abriu, e funcionou. O problema não é a pessoa; é o arranjo, que não acompanha o crescimento.

Por que o celular pessoal virou um risco para a clínica?

Porque a conversa com o paciente carrega dado de saúde. A LGPD (Lei 13.709/2018) classifica dado referente à saúde como dado pessoal sensível, e quem responde pelo tratamento desses dados é a clínica, não o aparelho de quem atende.

Num celular pessoal, a clínica não decide onde fica o backup, quem mais usa o aparelho, nem o que acontece quando ele é trocado. O texto sobre dados de paciente no WhatsApp e a LGPD aprofunda a parte legal.

Quais são os riscos concretos no dia a dia?

Os riscos aparecem em situações comuns, sem nenhuma má intenção envolvida.

SituaçãoO que aconteceQuem sente
A pessoa sai da clínicaO histórico de pacientes sai junto com o aparelhoClínica e pacientes
O celular é perdido ou trocadoConversas dependem do backup pessoal da pessoaRecepção
Férias ou atestadoNinguém responde, ou alguém responde pelo celular de outra pessoaPacientes
Foto de exame enviada pelo pacienteFica na galeria pessoal, misturada a fotos de famíliaPaciente
Mensagem às 22 hA pessoa responde fora do expediente para não deixar o paciente sem retornoRecepção
Pergunta "quem confirmou ontem?"Não há registro fora do aparelhoGestor

Repare na última coluna: a recepção carrega um peso que deveria ser da clínica.

Como saber se a sua clínica está nessa situação?

Responda às perguntas abaixo. Uma resposta "não" já indica dependência do aparelho pessoal.

  1. O número do WhatsApp está registrado em nome da clínica?
  2. O aparelho onde ele funciona pertence à clínica?
  3. Se a pessoa que atende sair amanhã, a clínica continua com o histórico?
  4. Existe registro de quem acessou cada conversa?
  5. Arquivos enviados por pacientes ficam fora de galerias pessoais?

Como sair do celular pessoal sem parar o atendimento?

A saída funciona em seis etapas, com um período em que os dois canais convivem. Combine cada etapa com a pessoa que hoje usa o próprio número; ela é parte da solução.

  1. Inventário. Liste quantos pacientes ativos conversam pelo número atual e quais assuntos são mais frequentes.
  2. Número da clínica. Defina um número em nome da clínica. Se o número atual já é da clínica, ele pode ser transferido.
  3. Canal novo. Escolha entre um aparelho da clínica com o aplicativo ou a API oficial ligada à agenda. O texto sobre a API oficial do WhatsApp na clínica compara os dois e mostra quando migrar.
  4. Aviso aos pacientes. Envie a mensagem de transição (modelo abaixo) e atualize o número no site, nas redes e na fachada.
  5. Convivência. Por algumas semanas, o número antigo responde só com a indicação do novo canal.
  6. Encerramento. Registre no sistema o que precisa ficar no histórico do paciente e combine por escrito a remoção do restante do aparelho pessoal.

Que mensagem enviar aos pacientes na transição?

Envie uma mensagem curta, que diga o novo número, a partir de quando e o motivo, sem jargão. Modelo para copiar:

Olá, {nome}. Aqui é a {nome da recepcionista}, da {nome da clínica}. A partir de {data}, nossos atendimentos, confirmações e remarcações pelo WhatsApp passam a ser feitos pelo número oficial da clínica: {novo número}. Salve esse contato para receber os lembretes das suas consultas. Este número aqui deixa de atender em {data final}. Agradecemos a confiança.

Resposta automática para o número antigo, durante a convivência:

Olá. Este número não atende mais a {nome da clínica}. Fale com a gente pelo número oficial: {novo número}. Até já.

Envie a mensagem de transição apenas para pacientes que já conversam com a clínica. A política do WhatsApp Business pede permissão de quem recebe as mensagens e respeito a quem pede para parar. Disparar para a lista toda de uma vez, sem esse cuidado, aumenta as denúncias, e o texto sobre número da clínica bloqueado no WhatsApp explica por que isso pesa.

O que muda na recepção depois da transição?

Muda a fronteira entre trabalho e vida pessoal. A recepção atende no horário da clínica, com o histórico no sistema, e qualquer colega cobre férias e folgas sem pedir o celular de ninguém.

Vale aproveitar a mudança para revisar outros cuidados do balcão, como os listados em LGPD na recepção da clínica.

Onde o Elim entra?

O Elim conecta o número da clínica, no CNPJ dela, à API oficial do WhatsApp. A equipe atende numa caixa de entrada dentro do Elim, cada pessoa com o próprio acesso, e o histórico de cada paciente fica no sistema, junto da agenda. O Elim também registra as ações feitas no sistema, para a clínica saber quem fez cada uma.

Em resumo

  • O risco não é a pessoa, é o arranjo do número no aparelho pessoal.
  • Dado de saúde é dado pessoal sensível pela LGPD, e a responsabilidade é da clínica.
  • Faça a transição em seis etapas, com período de convivência entre os números.
  • Avise os pacientes com mensagem curta e atualize o número em todos os canais.
  • Registre o que importa no sistema antes de encerrar o número antigo.

Perguntas frequentes

A LGPD proíbe usar celular pessoal para falar com paciente?

A LGPD não traz uma regra específica sobre o aparelho. Ela classifica dado de saúde como dado pessoal sensível, e a clínica responde por onde esses dados ficam e quem acessa, o que é difícil de garantir num celular pessoal.

Um aparelho da clínica com o aplicativo resolve?

Resolve parte do problema: o número e o aparelho passam a ser da clínica. Mas o histórico continua no aparelho, e várias pessoas usando o mesmo acesso não deixam registro de quem respondeu cada conversa.

Preciso trocar o número da clínica para sair do celular pessoal?

Nem sempre. Quando o número é da clínica, ele pode ir para um aparelho da clínica ou para a API oficial. Quando o número é da pessoa, o caminho é criar um número da clínica e fazer a transição com aviso aos pacientes.

Quanto tempo leva a transição?

Depende do volume de pacientes ativos. Um plano em seis etapas, com período de convivência entre o número antigo e o novo, costuma caber em poucas semanas sem interromper o atendimento.

O que fazer com as conversas antigas no celular pessoal?

Defina com o responsável pelos dados da clínica o que precisa ser registrado no prontuário ou no sistema e combine por escrito a remoção do restante do aparelho pessoal ao fim da transição.

Faça o diagnóstico da sua agenda. Veja com a equipe do Elim onde o WhatsApp da sua clínica está hoje e qual o caminho de saída mais tranquilo. Fazer o diagnóstico

Fontes

Continue lendo

Todos os artigos

Agendar demonstração

30 minutos com a nossa equipe, olhando a rotina da sua clínica.